Uma das coisas que mais despende minhas energias, corrompe meu foco, entulha meu estar de ideias, emoções e sentimentos que me sabotam a saúde, avanços, que me desviam do que possa haver de melhor, é quando eu permito que ofensas achem terra fértil em mim, achem um cultivo, e ai germine o ressentimento. E esse encontra terra fértil em mim fundamentalmente por ser eu o primeiro a não ter respeito por mim mesmo, o primeiro a me atacar, a ficar me agredindo, o primeiro a desvalidar-me, o primeiro a ofender-me. O grau do valor que dou, a alguma coisa ofensiva, tem em si manifesto a proporção do grau do desrespeito que tenho por mim, do desvalor que me aplico. Por isso entregando-me ao ressentimento, passo a não dar importância ao adoecimento que esse causa ao meu corpo, a minha mente, a minha vida. E no mais elevado grau de ressentimento, mais me desvalido, a ponto de colocar-me até em fatal risco. E o maior motivo do que eu sentir como ofensivo, de destrutivo reagir, não será porque fui ofendido, mas primeiramente porque eu me ofendo, eu me desrespeito, eu me desabono, eu me diminuo, eu me desvalido primeiro. Quanto mais valor dou ao respeito, a pressuposta valorização de outros por mim - e nisso está embutido uma possível ofensa, menos considero-me, menos valor me dou, menos vale o respeito que deveria dar primeiro a mim, eu estou explicitamente abandonado por mim mesmo, nisso dói tanto. Eu estou me colocando claramente nesta equação insalubre como um pária e conseguinte sou frágil, vulnerável a ofensa.

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One of the things that spends most of my energies, corrupts my focus, impedes my being of ideas, emotions and feelings that sabotage my health, advances that deviate me from what may be the best, is when I allow offenses to find fertile ground in Me, find a crop, and there germinate the resentment. And this one finds fertile ground in me fundamentally because I am the first one to have no respect for myself, the first to attack me, to be attacking me, the first to devalue me, the first to offend me. The degree of the value I give, to something offensive, has in itself manifest the proportion of the degree of disrespect I have for myself, of the devaluation that I apply. Therefore giving myself to resentment, I do not give importance to the illness that causes this to my body, my mind, my life. And in the highest degree of resentment, I have become more helpless, to the point of putting myself in a fatal danger. And the biggest reason I feel as offensive, destructive to react, will not be because I've been offended, but first because I'm offended, I disrespect myself, I collapse, I diminish myself, I deprive myself first. The more value I give to respect, the appreciation of others for me - and a possible offense is embedded in it, the less I consider myself, the less value I give myself, the less worth the respect I ought to give myself first, I am explicitly abandoned by myself . I am clearly placed in this unhealthy equation as an outcast.

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